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Não costumo colocar esse tipo de informação no blogue, mas acho que o assunto merece esse precedente, já que cansei de ver atitudes semelhantes por aí afora: aqui e aqui estão casos em que pessoas lesadas por comentários, chantagens, agressões e humilhações pela internet conseguiram, na justiça, o direito de serem ressarcidas. Acho excelente quando mais e mais situações assim mostram que a internet não é terra de ninguém. As pessoas não podem simplesmente fazer o que quiserem, tá?! Quer falar mal de alguém, junte os amigos no bar ou anime-se com as fofoqueiras do bairro, mas fazer terapia e arrumar o que fazer são o melhor caminho. Só para constar.

Para mais informações sobre o assunto, acessem os sites Cyberbullying (em inglês) e SaferNet (em português). Caso você, ou alguém que você conheça, tenha sido lesado de maneira semelhante, clique aqui, saiba como proceder e encontre a lista de delegacias pelo Brasil que atendem esse tipo de crime.

Ano passado eu participei da primeira turma da oficina virtual Terapia da Palavra. Foi bem bacana, eu exercitei outras formas de ler e fazer literatura. Quem quiser conferir o resultado, clique aqui.

Agora, as queridas Claudia Letti e Maria Rachel Oliveira estão com novas turmas da oficina virtual e do curso presencial, mas esse é apenas para os sortudos do Rio de Janeiro.

Quem quiser saber mais, basta clicar aqui.

Eu adoro os e-livros do Panelinha. Um mais bacana que o outro, mil possibilidades na cozinha e a vontade de imprimir todos, encadernar, ler e reler, cozinhar sempre que der vontade.

O mais novo livro chama-se Fogo Alto e tem receitas para serem feitas por casais. Não há fotos, assim cada qual imagina o prato pronto e faz para ver como fica, cada receita foi desenvolvida de um jeito, além do lindo projeto gráfico. Vamos lá, todo mundo descobrindo o livro e sendo mais feliz.

Para baixar o livro, clique aqui.

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo.  Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.


Com licença poética, poema de Adélia Prado

*
Um dos meus poemas preferidos, não apenas da obra da Adélia Prado, mas de todos os poemas possíveis. Ele me diz tanto e está sempre comigo. Sempre.

Para quem visita vários sites e blogues todos os dias, ver dois deles se reunirem é uma maravilha. Pois aconteceu o encontro do Panelinha com a Oficina de Estilo: a Rita Lobo, a Cristina Zanetti e a Fernanda Resende lançaram o livro Cozinha de estilo. Elas definiram cinco estilos diferentes e, com isso, elas falam sobre moda, utensílios domésticos, cardápio completo, dicas para receber convidados em casa, tudo seguindo o estilo em questão. A gente fica um tempão lendo, relendo, se encontrando… Uma delícia de livro.

Ficou com vontade? Não precisa, o livro é gratuito e basta baixar aqui.

[...] E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.

Clarice Lispector


Hoje é o meu aniversário de 29 anos. Foram 10.585 dias com essa carinha de menina e muito amor dentro de mim.

Em síntese, aniversário é uma volta da Terra em torno do Sol. Na verdade, é mais um ano com 365 dias de pequenas coisas que nos fizeram um pouquinho mais velhos.

Uma festa de aniversário é repleta de significados. A vela acesa, “símbolo do sol que iluminou nosso trajeto”, o bolo e os docinhos, a doçura da vida para o novo período e a superação de todas as mágoas do passado” e, claro, os presentes, “prova duradoura da inauguração de um novo ciclo. [...] servia para atrair a proteção dos deuses e dos reis para que a abundância e a prosperidade abençoassem o homenageado”. Somando cada detalhe, tudo é feito para o aniversariante ser mais feliz. Lindo e encantador.

Eu ainda não pude te dar uma festa. Mas enquanto esse dia não chega, vale uma festa de palavras?

Feliz aniversário, com todo o carinho do mundo.

[...] Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem.

José Saramago, mais um trecho de Ensaio sobre a cegueira

*
Terminei de ler o livro. Sabe quando acaba e ficamos parados, tentando segurar o momento e tentar entender claramente? O José Saramago poderia ter escrito apenas esse livro e o seu Prêmio Nobel de Literatura continuaria sendo justo.

O mais impressionante é perceber que nada dali é ficção. Estamos mesmo todos cegos.