O relacionamento já dura mais de dois anos, e até agora nada mudou. Ele continua a ser o mesmo homem por quem você se apaixonou, mas ainda está longe de se tornar o tipo de homem que poderá lhe dar o que você quer. Houve muita pressão de ambas as partes – além de várias mensagens confusas. Há momentos em que o relacionamento parece quase idílico, mas, em geral, lembra o inferno. Apesar de todas as dificuldades, você continua a amá-lo muito. Na realidade, como vocês dois já enfrentaram tantas coisas juntos, às vezes você acha que o vínculo que os une é mais forte do que o de um casal comemorando bodas de ouro. No entanto, apesar do que você faz, diz e sente, o relacionamento não está indo a lugar nenhum.
É doloroso e triste, mas, quando você o analisa friamente – pensa sobre quem ele é e como ele é –, percebe que os seus sonhos de um futuro com esse homem não irão se concretizar.

Steven Carter e Julia Sokol, trecho do livro O que toda mulher inteligente deve saber, p. 114

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Quando você lê um livro com esse título e identifica-se em muitos momentos, uma coisa é certa: bem-vinda ao mundo das balzaquianas.

E eu quereria poder usar a delicadeza que também tenho em mim, ao lado da grossura de camponesa que é o que me salva.

Clarice Lispector, trecho do livro A descoberta do mundo, p. 113

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Esse é um dos meus trechos preferidos da Clarice e, a cada dia que passa, mais sentido essas palavras fazem para mim.

As recomendações de Clarice. No último bilhete que me escreveu, naquela letra desgarrada, pediu: Desanuvie essa testa e compre um vestido branco!

Lygia Fagundes Telles, trecho do livro Durante aquele estranho chá, p. 22, no capítulo em que ela fala sobre Clarice Lispector

Alegria é o que sinto com o corpo quando ele se encontra com aquilo que desejava. Coisa simples e efêmera… Brecht, num momento de grande depressão, escreveu um poema para lembrar-se das alegrias ao seu redor, a que deu o nome de “Felicidades”. É bom que seja assim, felicidades, no plural. Porque ela não é uma e final. Sempre pequenas e passageiras.

Rubem Alves, trecho do livro Ostra feliz não faz pérola, p. 98

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Esse é um daqueles livros que todos deveriam ter ao lado da cama, durante um bom tempo, para reencontrar a delicadeza que estava adormecida.

Para quem visita vários sites e blogues todos os dias, ver dois deles se reunirem é uma maravilha. Pois aconteceu o encontro do Panelinha com a Oficina de Estilo: a Rita Lobo, a Cristina Zanetti e a Fernanda Resende lançaram o livro Cozinha de estilo. Elas definiram cinco estilos diferentes e, com isso, elas falam sobre moda, utensílios domésticos, cardápio completo, dicas para receber convidados em casa, tudo seguindo o estilo em questão.

A gente fica um tempão lendo, relendo, se encontrando… Uma delícia de livro. Esse trecho é do estilo romântico, mas há também o sexy, o clássico, o moderno e o descomplicado.


Ficou com vontade? Não precisa, o livro é gratuito e basta baixar aqui.

Ela estava muito feliz. A casa dos seus sonhos, que ela e o seu marido estava construindo, ficou pronta. Queriam, agora, compartilhar a sua alegria com os amigos. Decidiram, então, fazer um dia de “Open House”, “Casa Aberta”, para o qual todos os amigos seriam convidados. A alegria compartilhada fica maior. Foi o que ela me disse numa sessão de psicanálise. Eu me calei. Não tive a coragem de falar. Na sessão seguinte ela estava mergulhada em profunda tristeza. Nada acontecera como o esperado. Os amigos não ficaram felizes. Os visitantes trataram de estragar a sua alegria. “Mas você não acha que aquela parede amarela teria ficado melhor se tivesse sido pintada de verde?” “Esse forno de pizza: meu primo fez um; no início foi uma festa, depois foi o esquecimento. O forno de pizza está lá na casa dele, sem uso…” “Aquela escada de madeira teria dado mais classe à sua casa se fosse de granito…” Foi assim que ela aprendeu a dura lição da inveja. Não pense que seus ditos amigos ficarão felizes com a sua felicidade. Eles tratarão de destruí-la.

Rubem Alves, trecho do livro Ostra feliz não faz pérola, p. 23

[...] E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.

Clarice Lispector


Hoje é o meu aniversário de 29 anos. Foram 10.585 dias com essa carinha de menina e muito amor dentro de mim.

Em síntese, aniversário é uma volta da Terra em torno do Sol. Na verdade, é mais um ano com 365 dias de pequenas coisas que nos fizeram um pouquinho mais velhos.

Uma festa de aniversário é repleta de significados. A vela acesa, “símbolo do sol que iluminou nosso trajeto”, o bolo e os docinhos, a doçura da vida para o novo período e a superação de todas as mágoas do passado” e, claro, os presentes, “prova duradoura da inauguração de um novo ciclo. [...] servia para atrair a proteção dos deuses e dos reis para que a abundância e a prosperidade abençoassem o homenageado”. Somando cada detalhe, tudo é feito para o aniversariante ser mais feliz. Lindo e encantador.

Eu ainda não pude te dar uma festa. Mas enquanto esse dia não chega, vale uma festa de palavras?

Feliz aniversário, com todo o carinho do mundo.

A alma, em si, apenas se nutre de amor. [...] Para que se alimente a ventura, basta a presença e, às vezes, apenas a compreensão. [...] O amor, meu amigo, é o pão divino das almas, o pábulo sublime dos corações.

André Luiz, trechos do livro Nosso lar

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Para cada qual encher o coração do verdadeiro amor. O verdadeiro, não aquele da literatura, da música, dos poemas, das novelas, dos corações desenhados em papel de pão. O amor que realmente entende, perdoa, compreende, abraça, afaga e não questiona. Só ele transforma. Mas, para isso, tem de começar aqui, dentro de cada um. Se amar é, de fato, o maior presente. Daí em diante somos capazes de dar amor e de receber o que merecemos.

Louco é a carta dos começos. Sabe quando resolvemos tomar um novo rumo? Quando nos jogamos na vida de coração aberto? Há momentos em que devemos fazer exatamente isso: entregar nossa vida ao destino, sem medo.

A carta é mais uma do Shadowscapes Tarot, de Stephanie Pui-Mun Law. Antes eu publiquei a belíssima carta da Imperatriz. Infelizmente o deck ainda não está completo, ficará pronto apenas em 2009, mas a maioria das cartas estão prontas. Aqui estão os arcanos maiores, e os arcanos menores: paus, copas, ouros e espadas.